quarta-feira, 16 de maio de 2012

DESATIVADO

O Blog está desativado, não é possível comentar.

Contudo ficará acessível em prol de quem quer procure algo que nele se encontre.

Decidi ceder ao conselho interior de não participar de redes sociais, redes sociais virtuais inclusas. Participar nelas teve seu lado bom e ruim, simultâneo, mas não me parece inteligente continuar experimentando essa delícia agridoce quando a Solitude me apraz por completo.

O mesmo é válido para Facebook, Orkut, Messenger, Youtube.

Quem desejar trocar idéias sobre algo que foi exposto nesse blog ao longo desses 5 anos e principalmente aqueles relacionados a Cultura Iorúba pode escrever para: nascentedepureza@hotmail.com

Responderei a todos.

Qualquer assunto que não seja relacionado ao supracitado favor guardaar para outrem. Bloquearei todos e-mails destoantes dessa máxima.

Boa caminhada à todos, pelos caminhos que escolherem trilhar!


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Motunba! Eu me Submeto!

Mojuba gbogbo awon shagba mi rere o!
Reverencio a todos meus mais velhos que me querem bem!


Ologun o!

Ele está na fronteira onde se encontra Óxum
No final do caminho de fora da casa da confusão até o rio
Sem Ele o próprio rio é inacessível
Como se suas margens fossem movediças
Ele é a força que liga a terra para que não seja tragada pela água
Sem Ele o apetite de Óxum seria insaciável
Ele é a satisfação de Óxum
Através d'Ele toda satisfação à Óxum a Ela chega

Axé!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

De profundis

Aqui eu vou escrever o que minha cabeça fala à minha Mãe Infernal, na profundeza da terra e do céu
E que seja como o que é bem-dito por outras irmãs
Na vizinhança invisível para a qual o rapto é a única forma de chegar

O tamborim, bata-o forte, espanca a batida do coração, carinhosamente
Inspira tua narina ao sangue e eleva a cabeça para cair a tua coroa de martírio
Dobra o joelho e com as costas coladas no chão Inspira novamente, para amortecer
Ruflem forte os tambores, para abafar as gargalhadas
Confronta o conforto, enamora-o, acaricia-o, e parta
Aparta os rios do parto das gerações e atravessa pelo leito da tristeza
Não haverá margem ou outro lado
Cava fundo para baixo e para frente, e veda a passagem às costas
Neste lugar, me reencontra como nunca antes
Abraça-me e aquece com parcimônia
Enxuga a lágrima da tua face em meus lábios
E neste beijo flóreo nos teus cílios pétalados
Polinizarei o rancor
E em teus olhos cintilará o ardor
De cada sacrifício

domingo, 29 de abril de 2012

Ódé Ologun - Exegese



Na narrativa de Ologun e Apasha fica, à primeira vista, um tanto velado o motivo de Eshu ter ocasionado o infortúnio de Apasha e a subseqüente ‘morte’ de Ologun.

Isso é estranho porque sabemos que Eshu não é mal, a maldade pode ser executada por Eshu mas como conseqüência de um ato injusto ou alguma falta de outrem, assim como a bondade (Odara) é por Ele veiculada àquele que não incorre no erro.

Entretanto uma análise mais cuidadosa logo revela a causa  motora da fatal traquinagem de Eshu.

Antes dos dois irmãos partirem à caçada eles haviam concordado em não seguirem o caminho um do outro. Mesmo assim Apasha seguia Ologun a cada empreitada deste.

A incoerência de Apasha o fez sedento e Eshu vendo que esta sede era conseqüência de uma palavra não cumprida não poderia permitir que ela fosse saciada assim tão rápido, meio que como uma chance de Apasha refletir e perceber que se seguisse seu próprio caminho as coisas seriam diferentes.

Enquanto Apasha fora eternizado como um montículo de terra, a representação de seu derradeiro destino, Ologun por virtude de sua inocência e nobreza tornou-se um rio, a perpetuação de suas qualidades de generosidade e excelência enquanto homem.

Ologun e Eyinlé tiveram no Brasil e em Cuba, respectivamente, suas identidades matizadas com nuances de androginia, muito provavelmente devido a uma interpretação errônea decorrente do fato de ambos terem tido sua apoteóse, isto é tornaram-se iwin/orisha, ao transformarem-se em rios ou nascentes, algo em comum com divindades femininas muito populares, e justamente essa popularidade pode ter pesado nessa associação, porque transformar-se em rio era algo marcadamente próprio das Iyagbas fez com que na diáspora se desse essa atribuição equivocada aos dois.

Eru Awo é uma das saudações de Logun-Édé, em Ioruba 'rú' significa brotar, feito água ou vegetação. E ru Awo: Ele brotou do Mistério, Ele brotou admirávelmente (a wo).

Ashé!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Albocristatus

Ó corajosa desbravadora do desconhecido
Encontra-me em meio à encruzilhada de dezesseis braços
E agracia-me com tuas asas espalmadas

Mira e enxerga a real necessidade
Com seus olhos amarelos que são como sol na noite
Mostra-me o coração e o fígado da bonança

Sim, os orgãos vitais de todo conforto
Para que eu os amarre e reúna firmemente aos meus próprios
Para garantir

A presa que fia o laço
Que enrola labirintico a felicidade
Para eternamente entoar a gargalhada cósmica de totalidde

Se cansardes
Não pouse sobre mim nem os meus
Encontra seu lugar ao longe além do horizonte de deus

terça-feira, 24 de abril de 2012

Avidez da Palavra II

~

Tá ok x)

Não é que o facebook tem um clima mais legal que o orkut msm?
Mas tenho um desconto pq sou taurinaa ushus
Valeu pelo incentivo Katy!! =) (autora desse blog: Espelho de Circe)Link

"Sob a linguagem do poeta jaz a chave do tesouro". Nizami

A linguagem do Artista, que mente e revela, resguarda e presenteia, é assim, una, não dual, mas completa.

'Ihy Maut! Ankh-na-Maat.'

"Ele que é iluminado com a mais Brilhante Luz moldará a mais Escura Sombra; Ele que é iluminado com a mais Escura Sombra brilhará com a mais Brilhante Luz."
-A. D. Chumbley-