sábado, 24 de maio de 2008

Réflexions

Tentei dormir mas, por um motivo secreto e uma razão desconhecida, não consegui. Então os pensamentos pululam e transbordam, e há um vislumbre das verdades ocultas de mim mesma, por mim mesma...

Aniquilação e monstruosidade, para borrar as letras da alma, brutalmente.
Sinto isto como um fim a minha vida, novamente. E não mais surpreende.

O desejo de mudar veio forte, mas quando começo a escrever ele vai lentamente embora.
Eu conheço como estou, mas nisso não reconheço quem eu sou. Sabedoria carecida aqui, e o anjo caiu, cá onde estou. E o anjo amordaçado, refletido nas lágrimas iluminadas pelo fogo da paixão do demônio que eu sou, assiste sua queda piedosamente.

E o mundo mais uma vez é nada, e o sentido não se compromete com o tempo. Até que os olhos se fechem novamente, e o sonho pulverize as coisas feias, uma vez mais e... para sempre?

"Sob a linguagem do poeta jaz a chave do tesouro". Nizami

A linguagem do Artista, que mente e revela, resguarda e presenteia, é assim, una, não dual, mas completa.

'Ihy Maut! Ankh-na-Maat.'

"Ele que é iluminado com a mais Brilhante Luz moldará a mais Escura Sombra; Ele que é iluminado com a mais Escura Sombra brilhará com a mais Brilhante Luz."
-A. D. Chumbley-