quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O Primeiro Cientista

Alagemo, o camaleão, foi o inspetor da criação de Obatalá, o Mundo. O camaleão se locomove como alguém que está pisando em uma terra virgem, talvez ainda barrenta, um terreno desconhecido. Um passo de cada vez, cautelozamente, observando todas as direções ao seu redor.

E seu mimetismo parece como um registro de tudo o que ele percebe, como faria um exímio inspetor.

A concha, na cultura Iorubá é usada em um dos meios de comunicação entre os mundos, o popularmente conhecido Jogo de Búzios, ou Eerindiloogun. E esta representada na foto particulamente me faz vizualizar um desenrolar como se o camaleão a fosse utilizá-la para se comunicar com o criador que delegara a ele a missão de inspecionar sua criação, relatando-lhe suas descobertas.

O proprio formato da concha sugere uma difusão de som crescente e com alto potencial de expansão, espiral. E se utilizada como instrumento de sopro (como a Sanka dos Hindus), como em muitas culturas ao redor do mundo, o comunicador poderia compor melodias para realizar sua missão, tornando-se assim num artista, alguem que comunica beleza.

Talvez esse seja o verdadeiro papel da ciência, ao contrário do que os neo-ateus costumam fazer, espalhando desordem e gerando atrito. E se não for, pelo menos indica que eu estou no caminho certo ao procurar no passado o modo de ver e viver o mundo. De uma forma mais prazerosa e digna e respeitosa, que garante harmonia, plenitude e sustentabilidade!

E neste mundo, in illo tempore, originalmente a ciencia e a arte/espiritualidade caminharam de mãos dadas... quem diria, hein? Hehehe


Abaixo está um vídeo de alguém que teve a brilhante ideia de mixar frases inspiradoras de cientistas modernos em rearranjá-las em forma de musica. O projeto chama-se Symphony of Science. Há algum tempo, num dia em que havia procurado sem sucesso alguma coisa sublime relacionada às descobertas e à visão científica moderna, encontrei esses vídeos acidentalmente depois procurando outra coisa. Muito legal, e atual...

A gente ainda tem jeito! rs \o/

http://www.youtube.com/watch?v=J0cCbdUUKSk

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Poeminha Objetivo (milagre) rs

Fazer o bem, ou Dizer o bem (dizer é um feito, não subestimo o poder da palavra)
Nunca é Demais
Nunca é Tarde
Nunca é Cedo
Demais

Contanto que não seja demasiadamente, rs

Dizer o mal, quando não é solicito, é sempre Demais
É sempre Cedo
É sempre Tarde
Demais

Então confidenciar mal, mau, e fraquesas
É o que chamam reciprocidade
O significado de quando perguntamos a quem nos importa:
Tudo bem?
Prontos para ouvir o que for dito
Esperando sempre o melhor

Agora afirmar bem, bom, e forças
É o que chamam de amor
O significado de quando dizemos:
Eu te amo!
Sem esperar nada em troca
Atestando o melhor que o amor pode fazer em nós, nos sentir satisfeitos e contentes com algo imaterial, com um sentimento

Mais Reflexões Holofóticas de Eu

Estava postando mais no outro blog (alemdosveus.blogspot.com), mais racionalmente... mas hoje acordei emocional, acordei "do mar".

Há alguns dias eu fiquei triste quando aconteceu uma coisa que eu tinha maldito que estava com saudade. Alguem mexeu comigo na rua.
Me deixei tomar pelo fogo, tremi, esquentei... mas só agora há luz. Talvez tenha sido uma espécie de fogo negro que em mim queimara.
O sonho da lâmina de Iansãn despertou nesse dia, como profecia.
Mas foi bom, agora vou registrar aqui algumas mudas que germinaram num solo insultado e de exílio, o solo do qual o barro da minha carne deve ter sido coletado.


Oxalá molda os corpos que os homens chamam defeituosos no extase de sua embriaguez. Estes corpos estranhos à familiaridade do cumprimento normal do destino que escolhemos. Mas eu vislumbro isso como uma marca abençoada e maldita, como a de Caim na bíblia.
Então eu lembro de um proverbio que queria dizer mais ou menos o seguinte: Oxalá molda os corpos como bem entende, caçoar deles é questionar sua sapiencia.

Boa sorte a quem assim fizer.

Outras vezes lembro de uma outra estória, onde Angra Mainyu cria o pavão (uma obra bela e benéfica) para provar a seu irmão gemeo Ahura Mazda que a maldade dele é fruto da própria escolha (será que queria dizer que era uma maldade JUSTA/consciente, assim como a da bruxa, a de Exu, a de Lamashtu, etc?).

E essa maldade justificada, ou justificante, eu reconheço na minha natureza, Onde a expressão do meu genero conflita com a condição do meu sexo. Eu também reconheço no "mau" julgamento ou na "maldição" dos outros sobre mim, eles me edificam tanto quanto minha especialidade/estranhesa. A maldição é então benção. O defeito é então engenhosidade.

E pensando bem, todos são especiais, diferentes, e tortos em padrões unicos... na natureza não existe padronização plástica de igualdade de formas, isso é ideal artificial e impossivel, deus me livre.
Uns mais outros menos, quem é menos torto é menos amaldiçoado, quem é mais é mais abençoado, rs.


Axé!


Letra de Lethean River, da banda Tristania (quando era boa, rs =P)

Rise my clandestines, thy secrecies invoked
Streams of argentine across eyelids are drawn
Rise upon the tide, my castaway's outworn
Fall from distant worlds and redeyed skies above
Gesture of an argentine moisture
like snow upon the riverine
Gesture of an argentine moisture
so sore upon congeal skin
Ardency of life forsakened
time will gather the source of thy secrecies
Ardency of life forsakened
in swarthy hours thou ponder still
Invoke thy aeons in a dream
entrancing sleep
profound and prolix
Estranged to life's utility
Bequest thy endurance in the times of
lethargic
Lead me down in wailing hours
to the riverside
Reveal to me thy secrecies
hidden in the wan deep of thy infinite mourning
Lethean river carry me beneath thy riverine

"Sob a linguagem do poeta jaz a chave do tesouro". Nizami

A linguagem do Artista, que mente e revela, resguarda e presenteia, é assim, una, não dual, mas completa.

'Ihy Maut! Ankh-na-Maat.'

"Ele que é iluminado com a mais Brilhante Luz moldará a mais Escura Sombra; Ele que é iluminado com a mais Escura Sombra brilhará com a mais Brilhante Luz."
-A. D. Chumbley-