sábado, 31 de dezembro de 2011

Alguem^?

Existe um oriki Logunede na web, muito interessante pois além de uma tradução bonita apresenta termos incomuns com tradução mais incomum ainda. Se alguem souber a fonte ou conhecer esse dialeto please avisa!^^

Em em laranja e negrito vou destacar alguns dos termos e traduções que me causaram estranhamento, e a parte em vermelho é comum ao oriki publicado por Verger.

Segue:

Oríkì Lògún Ëdë

Lògún Ëdë kékére Ödë mojúbà o. Ñöñö bi owurö o ji gini mu îrún

Jovem caçador, eu te saúdo.
Ágil, levanta-se ao amanhecer, com arco e flecha pendurados ao pescoço.

Ödë dudu igbo ilé owo tan títí fi awo ýkun si ûsý lîwï oko ti ajá bi ëni gboni

Caçador negro das florestas olha e coloca a pele do leopardo aos pés e mãos do marido que controla cães e pessoas

Okan Okun gantý o to lö löwï ökï o daja bi ëni da ûran Baba mi ëni kiniun ri ti bi irú lýsû

Ele tem o cinto do poder nas mãos, é o senhor que controla pessoas e animais. Meu pai, quando o leão o vê, fica tremendo

O di ganté o to lö löwï ëni öla o ri öla lohun o wa ni

Ele coloca o cinto do poder na mão, é rico e vê onde a riqueza está

Lògún lûiyý, fi wa köla, ökï Toye. Pà omi da o dagbo

Senhor dos pássaros alcança sucesso com humildade, senhor de Toye. Ele transforma água em agbo.

Öña gbebi ma mi ökurin ömö a gbe ìbi. O rele mi Moku jýiyû jëjë ago o pa ýiyû

Oriña que recebe ajuda das bruxas, é filho de respeito. Ele vai à casa de Moku, onde muitos morrem, ele mata e come o pássaro

O yeni ömö alawo dýdýdýdý ti ma rin gbamu gbamu Ömö eruku gbagbalada

Ele é apreciado, filho da pele brilhante, anda com graça, filho que anda como o vento suave

Ökö Segi, mamu mamu felë gegere, o muti ayankan

Senhor do Segi, gosta de beber e bebe até ficar satisfeito

Ömö a gböla o ilu a gbogun ma sun igbo Oogun tele rin döjá lö

Filho que traz riqueza à cidade, ouve sobre a guerra, não dorme no mato, sai de casa e vai ao mercado

Timá lëhin yèyé rë, okanñoso gudugu Oda dohùn, ajongolo ökurin A ti bitibi ilebë, Ödara dëyin oju, ökunrin sëmbëluju Ñakota a bi ará fini

Apoiado as costas de sua mãe, ele é solitário e muito belo, belo até na voz, homem esbelto, ele usa roupas finas, Ele é belo até os olhos, homem muito belo, orgulhoso que tem o corpo muito belo

Öda bi ödudu, jöjö bi agbo. O da hun agan lohùn kankan

Fresco como uma folha ödudu, altivo como um carneiro. Ele dá rapidamente um filho à mulher estéril

Atualização

Signos divinatórios (clique aqui para ter acesso a base dessa postagem).

*tradução dos nomes em Ioruba: raio que desvia ; serpente que prosegue; corda que circunda; azul claro que permeia misteriosamente; frieza que persevera(graficamente um casco de cágado); atentar à sinal (graficamente um ponto); desacelero (graf. vários pontos).

Eu peco

Ouvir lamentos muçulmanos por acha-los sensuais

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

morph>form ([silk]wordwithoutend)

im nothing like what the ones who think they are like me suppose they are
im not someone to fit on a distorted "male" fantasy
perhaps i am not biological or culturally recocnizable female
not just feminine, but feline
im unique
im sapphic, and not only venus kind, but sapphire (saturn)
and i fall more and more and more in love with myself
everytime i experience me
be it mentally, physically, or beyond

Fluor-essencia em Flor-amante-amara tanta tyri-amaranto

A cabeça sementeada cai da árvore corpo que se prostra
Ao chão

E no chão se assenta, complacente, plácida, explêndida
Enraizante

Com permissão pra seguir caminho concedida pelo próprio Homem dos caminhos
Os quais enlabirintam-se, tríplices e quadruplas junções, e assim perfazem o séptuplo segredo de unica bem-aventurança

Ancora abaixo e floresce acima, luminosa
Reverente

Primeiro a corôa de pólem à pura semelhança
Quem própria vida agita, excita

E logo acima da frágil corôa num brilho de esperança espessa: espelha-se
Ali refletem as cabeças perenemente coroadas

E tamanho esplendor edifica-se um nível mais
Ali cintilam as moradas nas quais ardem as luzes que percorrem abaixo

Tudo isso embaixo do zelo apavorante de pavos voantes, um casal
Os mensageiros da mãe-e-pai de tudo que fala luz

A mãe-e-pai que é a grande arvore cuja raiz está plantada na profundeza do nem-mais-céu-acima
E cujos ramos dadivosos precipitam-se, carregados, até o mais rasante que alguém estiver do nem-mais-ínfero-abaixo

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

~otunsiwaju

Ojo tun siwaju Ára gbona
O frescor da chuva precede a quentura do raio

O tun si pa ju

Quem renova e destrói sucessivamente

Otun pa oju
A direita é parte da face

Osin pa oju
A esquerda é parte da face

Si egbon yio funishese omi tun sin wa Imole ire
E quem é sábio irá empregar o frescor da água antes de buscar a benesse da Luz


domingo, 25 de dezembro de 2011

over rs

começou chover muito e ñ parou, ja fazem 8 meses! todos sobrevivendo de fungos e insetos.

AAAH!

odeio ser educada sensivel passifica introspectiva
no fundo eu cobiço os extravagantes

~

Tempo
O meu é o seu e o nosso é o de todos os outros
Mas para mim parece algo que as medições humanas não combinam

Divindade Sem Gênero, ou Multigenera

http://www.youtube.com/watch?v=uSqg6VqZPIk

Uma luva sem mão dentro

Mascara uma força

Que sem tocar visível dança sincronicamente

Com um crânio inverso, contenedor

Um cranio que abrigou ou abrigará

Uma mente concebedora de incontáveis possibilidades

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Full Full Moon

trilha: http://www.youtube.com/watch?v=Vz51PhPuZ7Y&feature=related

Eu sonho eu sou uma lua cheia
Banhada por dois sóis
Um numa frente outro num atras

Eu sonho eu sou uma lua preta
Porque os sóis são pretos
Profunda na frente e atras

Uma lua de suprema grandeza
De escuridão própria
Não meramente sombreada quando uma órbita apraz

Eu acordo eu sou uma donzela cheia
Como o mar formou
E maré secreta a declarar

fun Logun!


Abikehin yeye bi orukó Logunede (O mais novo filho de mamãe é chamado Logunede)
Oloogun Édéo*** (É chamado Médico das Palavras)
Bi ohún
lagbara*** (Aquele cuja voz é potente)
Oshun li omodé (Criança de Oxum)
Niyanu Olofá (Exímio Arqueiro)
Bi latígba iwa-ewe rú ijogun duro-shanshan (Quem desde pequeno carrega sua herança firmemente)



***Referência ao trecho de um oriki colhido por Verger: "O wi be se be (Assim Ele diz assim ele faz)".

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

alice demais?

"montaria cortante, que faz sangrar o véu da noite"

frase dos tempos de escola, que ressurgiu agora
seria um "cavalo" de dorso invertido, cujo penis penetra todo aquele que monta? o véu da noite, noite a inversão do dia, para os diurnos é claro, rs

as vezes me pego sendo minha própria esfinge.
há prazer em automatizar, surpreender e significar, sempre nessa ordem.

Se a menina fosse deus

faria-se entender sempre, e sempre entender?! rs

Compulsão

começa com um pulsarzinho
ou talver um pulsarzão longínquo
que paraliza
até
abalar
será?
será preciso ir(r)a-(a)diar a pulsação do coração que diz:
não!

Balloon

Hoje tudo de bom: "bloom"...
............
....
...

Resolucionismo Definitista

Porque ser é mais que a mimetização de um estereotipo
E todo, que está sendo, sabe

Porque saber é conhecer-se(r) fora da perspectiva do outro
E reconhe-ser, ainda no outro, o laboratório onde revela-se o eu

Eu, aquele mascarar plástico e borboletista do ser
Polinizando sua parcela de vivência no Jardim chamado Mundo

Um ser predominantemente feminino
Nem sempre é fêmea

E assim vai
Ou e vice-versa

(talvez alguma lagarta, ou crisálida, precise desse pulso agora,
talvez por isso o emiti)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Dica de filme: Kiriku e a Feiticeira

Uma estória encantadora repleta de simbolismo que salta aos olhos daqueles familiarizados com as culturas da África Ocidental. Ancestralidade, sabedoria e costumes tradicionais muito bem representados numa animação doce e harmonica.

Um menino nasce falando, andando e sabendo o que quer, e que inteligentemente perfaz a trama onde a curiosidade e a boa vontade de uma criança contrastam com o conformismo e a ignorância dos demais. Em busca de respostas ele sempre se supera e surpreende a todos, apesar de ser pequenino e não ter força física. Recomendadíssimo!^^

O mesmo diretor (Michel Ocelot) tem outros títulos interessantes mas ainda não conferi (com excessão da continuação produzida em conjunto de outros autores, "Kiriku e os animais selvagens). Mas fica a dica^^

http://en.wikipedia.org/wiki/Kirikou_and_the_Sorceress

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

"veve" da Deusa Terra


A mãe da batata doce (vida perene) Que gera e dá à luz o filho que tem cabeça erguida É a mesma única que o faz dobrar o pescoço para baixo (Owonrin; em reverência e submissão)

sábado, 17 de dezembro de 2011

Núvem, Enxame, Formigueiro






Eni má shópe E shu
(Ninguém ignora aquele que é fruto da divisão multiplicante)

Eshu eshushu
(O gafanhoto é aborrecedor)


Shu eshuwa ki n wa
(Multiplicidade é primórdio do qual viemos)

Eshuwa ti gbogbo dóbalé
(Ao Antecessor todos pagam respeito)

Bi gbogbo dóbalé Éshu
(Por isso a Éshu todos se prostram)
(-Laura)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

hum. entusiasmo, volte!

http://www.youtube.com/watch?v=SFpdJ0q1hj4&feature=related
Eu vi a maldade num olhar de um coitado hoje de madrugada, e pulsou sangrante e não como suspeita dubitável, deu saudade do tempo que o mundo todo era assim de tinta fresca, nessa epoca eu não caía nas armadilhas das mascaras, porque todo olhar alheio era vivo e delatava a essencia atras da mascara. mas no fundo sei que quem secou foi o olhar, não o mundo. eu vou bolar um jeito de hidratar meus olhos de novo.

Sentenças Batedoras da Batedora de Sentenças

uma vez por volta de 2004-05-06, os dons foram ofertados na montanha
Samantha, Eu, Melissa e Eduardo...
e a nuvem de miríade de centauros desceram em minha direção
e cobriu meu corpo gozando no solo do pico da montanha

o que cada um viu-viveu, se viu, foi secreto
menos o meu.
nessa noite depois a sós a sam me disse: um dia isso vai acabar, nós crescemos e desaprendemos.
realmente foi se o tempo de visões, de todo lugar (todo mesmo, por mais urbanizado que fosse) transbordando númem. agora só dormindo ou rodando o corpo na dança.

é como se naquela época nossos espíritos em si ficassem rodando de modo que mesmo paradas nós sentiamos tudo vividamente, e agora o espirito parado precisa ser agitado pelo corpo rodeante, e ainda assim desperta pouco, em comparação.

homenagem à Samamtha, lembrei dela ao ver essa pintura:

sammy uma vez disse de "lilith": ela é uma mãe que bate.
eu entendi mas não de modo passível de explicação, essa frase é certeira, pra mim.
ESTAR MAGRA ME FAZ SENTIR SEGURA, LINDA HU

hj a celine comentou q a minha cintura está de outro mundo,
é... mais ou menos mas to bem
nao é futil, é apenas parte.
WANYE! (haussa)

é...

estou cansada de vc morte
baby(morte), nÃO te troco, mas 'vamos' mudar sua roupa(gem)

Agora na minha cabeça rs>trecho de Disassociative - M. Manson

http://www.youtube.com/watch?v=Ebh21wC2inU
Sometimes we walk like we were shot
Through our heads, my love
We write our song in space
Like we are already dead and goneLink

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Outra página do Esplendor III (do âmbar mencionada na postagem anterior)

Aquela tempestade de areia que os homens chamam confusão
Sobre a qual tu avistaste minha imponente e bélica forma
Ela é o meu carro
Dezeseis rédeas para agraciar os negros dorsos dos oito dobrados no orvalho precioso sob a areia, rédeas de ouro
Eu me revelo feito a cristalização da luz no nono degrau
Porque o oitovo está oculto até que seja amado
E o nono desafiado, posto que é ilusão
Então o décimo é devorado pela sede do deserto, escoando das coxas de minha mãe
Fugindo da boca encantada de seu amante está ele
Eu estou como uma jóia acima do cólo dela, no dez e no um eu estou, nem no dez, nem no um, mas em ambos
E neste lugar, não dele, eu trago uma doce chuva para fortificar o âmbar
E saibas tu, o âmbar que seguras firme nos joelhos é a chave para compreender os mistérios aqui inscritos
Todo aquele que não segura firme o âmbar em seus joelhos é maldito e branco entre os meus
Que destes a minha palavra seja erguida
Que dela eles se afastem com alegri, com pesar
Seguramente o bálsamo de tuas mãos garantirá o germinar das sementes do amor, e abençoado e dolorosamente
Por isto ele que não segura firme o âmbar em seus joelhos colhe os dejetos de se próprio desprezo
E eu os golpeio no peito lázuli rachado e nos joelhos
Pois não seguram firme o âmbar entre eles
Pois maldito é o vazio e a morte, mentindo no dobrar dos joelhos destes que não seguram firme o âmbar entre eles
Entre seus joelhos, firmemente.

Kekere Itan fun Eshu

N'igba-ti ni aiye eshuwa she obinrin loyun
Quando neste mundo primeiro aconteceu da mulher engravidar

Igba-kan igba-ti e ikun-lé abiamo
Chegou o tempo em que ela ajoelhou na terra para parir

Ki ape-jo ani nigbati awon oju ati omode?
O que os presentes disseram ao ver a criança?

E biamo Akoko l'aiye!
Ela pariu um pica-pau*!

E okan kun laye, biamo oni okan ati orun akunleyan bi
Ela que foi a primeira a ajoelhar no mundo, pariu quem primeiro no céu ajoelhou-se** para nascer
(-Laura)

*pica-pau empregado como sinônimo de alguem talentoso, carpinteiro, artesão;
**aqui ajoelhou-se implica escolher, tomar iniciativa, ter ímpeto, coragem.

PS.: isso lança luz sobre uma passagem no Livro do Esplendor onde diz: "segurar o âmbar entre os joelhos", que eu pensava referir-se à karezza.
segurar entre os joelhos, manter-se fiel à preciosidade (âmbar) inerente à escolha original, causa prima de qualquer ocorrência. talvez o significado da posição de Eshu e da mulher em si na arte Ioruba.
dobrar joelho, posição sexual primária, de quatro, animalesca, escolher, implorar, submeter-se (ao prazer como no sexo, ou a dor como no parto) , etc.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

lux-o i delixia (late)


não que eu tenha acompanhado a temporada (III) de moda capricho, mas vi a maratona de 10 ep. e fiquei inlove pelo Daniel, agora vi q ele ganhoooou \o/

cant stop

gimmmme mmooore rs

fuccccing brain

coisas que aprendi

um labrador chocolate brilha muito dos dois lados da cerca
um cabelo gorgeouslightbrown se corta facil
um curto preso revela forças (antes) desconhecidas
um revólver não dá medo dos dois lados da cerca
tudo que vem de dentro impera, e isso dói mais
que um soco na cabeça
que uma paixonite antiga
que as dores todas quando eram passíveis de sentir na própria pele

hoje os retratos não assombram, nem saudade há
as propóstas não encantam
sou marmórea, sou má

uma menina sabe coisas

que um deus não.

apesar dos (a)pesares, agradeço

"quem quer que seja (lil secret)" porque mesmo sem mto entusiasmo: another lil one ;*

se deus fosse menina

certamente entenderia

poderia ser

uma noite elétrica, vampírica, como costumava ser (ccs)
sem compulsão e anemia, como têm sido (cts)

poderia ter
surpresas e gozo, avassalando, ccs
sem marasmo e comércio, cts

eu quero, velha frase talismã
tão last summer, mas cairia bem, desde que sincera, ccs

sem mais

certos silêncios são apreciáveis

espelho, espelho meu
continue calado! rs

hoje

hoje eu vou sair diferente
pra frente

uld but guld

once a gud gurl go bad
we die forever

*fa ct!

~~~

Não posso explicar mas repito
Sempre que chove me excito

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Desenhos do Findi 10 e 11 de dezembro 2011




Oriki Kekere fun Eshu (laterita)

Oni lai-lai
O bi ni Aye
Omo mi akobi ni orukó Okun npé o

Oni ade iye
Iye ti mole
Mole ti ojo ai-pa ide li ade Imole

(In ilo tempore
Nasceu neste mundo
O filho a quem o Mar chama Primogênito

O Dono da corôa emplumada
De plumas brilhantes
As plumas cujo brilho a chuva não apaga*** coroam o Iluminado)
-Laura

***"As plumas cujo brilho a chuva não apaga" ou ekodide, plumas vermelhas da cauda do papagaio-do-congo (odidere). Refere-se a um itan Fon do odu Irosun no qual é explicado como, por meio de sacrifício/disciplina o papagaio mantém o seu vermelho 'aceso' mesmo na chuva, ao contrário do sol, da lua e do fogo (que não realizaram sacrifício). Símbolo de realeza e divindade.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Okan ran (Um ato)

Ele que vigorosamente rodeia por todos os lugares
E novos lugares cria de modo ao percurso alargar
Tamanho é seu gosto por movimento

De quem todos esperam por um único semblante
Mesmo apreciando sua inquieta multiplicidade
Quando Ele, o Eloquente Falador, à casa retornar

E uma única sentença para garantir tranquilidade: (ai) ku!***
Para acender a esperança
Para a festa começar


***Aiku significa 'sem propensão a morte' (iku/ku = morte), 'vivo'. Denota boa intenção, boa noticia. De onde deriva o termo contraído "ku", presente nos cumprimentos (e ku aro/bom dia, etc).

sábado, 10 de dezembro de 2011

Okoto Elegbara (Eshu!)


"Olohunmare!

Olufere Ojo-lailai!
Eshú!
Elessin lessé Oritamerin,
Duro lorukó messin
Elegbara, Ago rere lonã fun mi!
Mo juba o
Ashé!"
(Dono da Voz Infinita!
Flautista Ancestral!
Dono da multiplicidade!
Requeridor da Senha na Encruzilhada,
Estabilidade é a minha senha
Dono da agilidade, abra o bom caminho para mim!
Que O Reverencio
Seja!
-Laura)


Eriçam-se as plumas na cabeça da ave
Coroada de potência

O pênis do flautista ergue e teso impulsiona a canção
Que seduz o mundo inteiro

Da primeira gravidez da própria terra fora expelido
O mal-falado mais poderoso que o bendito

A eterna criança do pluriverso se diverte sem parar
Seus alegres sentidos sempre alertas e incansáveis a brincar

Sorrindo sempre
Sempre vai em frente

E vai em frente, vem na frente
Ancora... E puxa a corrente

E joga e puxa, e molda e desfaz
Seu fragmentar... Não se junta jamais

E quebra e luta, e vence mais
E se um próprio D’us... O batizara capataz

Cuja labuta jaz primaz
Faz-me o bem, peço-lhe, Sê comigo em paz

E cresce, expande, sempre mais
Incansável pião que da casa abandonada de uma lenta lesma, converte em revoluta brincadeira

Do couro abandonado do animal faz pele, da casca abandonada da planta faz madeira
Da cabeça abandonada do Homem zombeteia, do mundo abandonado de Se Um D'us: clareia

Ou Incendeia, quando apraz
De incitar seu paladar inflado, que exige sempre mais

Cujo gosto jaz primaz
Faz-me o bem, peço-lhe, Sê comigo em paz

Ashe

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

~guardião da bonança***

It is to my people as if someone gave them my gift.
They want to kill him, if he comes with a troop.
It is different for us.
Wulf is on one island I on another.
That island, surrounded by fens, is secure.
There on the island are bloodthirsty men.
They want to kill him, if he comes with a troop.
It is different for us.
I thought of my Wulf with far-wandering hopes,
Whenever it was rainy weather, and I sat tearfully,
Whenever the warrior bold in battle encompassed me with his arms.
To me it was pleasure in that, it was also painful.
Wulf, my Wulf, my hopes for you have caused
My sickness, your infrequent visits,
A mourning spirit, not at all a lack of food.
Do you hear, Eadwacer***? A wolf is carrying
our wretched whelp to the forest,
that one easily sunders which was never united:
our song together.

(Antigo poema Inglês/Anglo-Saxão)

Bare Grace Misery (Nightwish)

"A wild thing
Never felt sorry for anything"

Werewolf

Quatro dias seguidos
Sonho que não descansa
Insistente pronunciar
Lobisomem

Where wolves?
Lobos somem.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Permissibilidade

Mãe eu te reverencio
Teu olhar infalível que sobressai em meio a escuridão

Mãe eu me prostro
Tua presença que evoca grande admiração e respeito

Mãe eu sou grata
Tua proteção valente que vence a artimanha da injustiça

Perdoa-me e perdoa meu inimigo
E conceda espaço para germinar em nós todos a semente de harmonia, para honrar-te

Pássaro que vem a mim
Traz o legado de bondade

Passáro que vai de mim
Parte em vôo de contentamento

Favoreça a boa aventurança
Proteja a mim e ao meu inimigo do desastre

Generosa eminente, generosa anfitriã
Meus respeitos

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sobre uma cor (Vermelha)

hmm se a roupa vermelha não acompanha o Homem além-vida
um ser além-morte que em veste vermelha se apresenta...?
pensando bem, melhor ver o que o vermelho representa.

vermelho: quente, brilhante, visível-chamativo-alarmante-corajoso, vivo-sangrante, raivoso, vigoroso, irritado, agente-reagente, potente, poente-prelúdio ao noturno-escuro-enigmático.

Ite Ori* (Irete Wori) (Kpoli!)

Toda cabeça, por mais altiva que possa ou não ser
Tem sobre si algo ou alguém ao qual se submete
Seja o inatingível céu ou o palpável solo

Da mesma maneira toda consciência, por mais constante que possa ou não ser
Tem sobre si uma ética a qual submete sua conduta
Seja um foco perseverante que garante um digno galgar ou uma percepção turva que sabota a si própria a cada piscar de olhos

Escolher o bom é fato
Efetuar é, bem ou mal:
Fado!

*Ite Ori aqui significa Coroação-Consagração-Propensão-Mérito, sendo 'ite' ninho-trono-cama, e 'ori' cabeça-consciência.
Utilizei também por ser uma clara alusão à sonoridade do nome do Omo Odu.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

29/11/2011 (Não Fumante!)


Fumar socialmente?

Não mais!

O que não nutre, não serve.^^

domingo, 27 de novembro de 2011

(Colagem4) Obararete (Djoto!)

agosto/2005

O CAOS - É ELE QUEM DOMINA

Face agonizante que observa e maquina,
Face indesejada, gloriosa sina,
Face trevosa que o organizado abomina;
*Vejo meu reflexo em tuas obras*
Filho renegado,
A casa onde te enxutam, tu habitas,
Dos seios que lhe são negados, tu se dependuras, e devora;
*Volto-me para ti, de cuja presença nunca saí*
Repousas,
Treme,
Lamentas;
*Sou um de sua prole amaldiçoada*
Ser Dançarino que é graciosamente desastrado,
Terror e Amor,
Ternura e Dor ,incompreendido, conjunto;
*minha Arte é tua causa prioritária*
Homem e Fera,
Verdugo de luvas brancas,
Escuro;
*Glorificarei, e honrarei, compreendo o mistério da desordem*
Divino...
Caos Precioso,
Precioso Caos!;
*Luz que cega, Treva que envolve*
Ventre espiral que suga e acolhe,
causa e efeito,
Cruel mas tão justo;
*Cumpro meu desígnio adorável*
Uma realidade adormecida sob o ninar de teus numerosos braços,
Sob os encantos de tua música,
Fina melodia estelar;
*Aprisiono e escarneço*
Você que é o rosto lacrimoso,
E o demônio ensangüentado,
Castigue, comungue;
*Algum incrédulo seria tão capaz?*
O açoitar, o apedrejar, e o apunhalar,
Doce e amargo,
Faça da ignorância sofrimento, arroste o conforto dos imbecis;
*A proeza desesperada, notem!*
Você! que fia e embaraça,
Livre loucura que perturba,
Deusa negra de mutuas faces;
*As batidas estão mais fortes agora*
Leve-me no vento,
Carregue-me daqui para um realidade mais profunda,
Onde é tudo tão amável, tão estranho quanto eu.
*A marca é a benção, a senha, e o selo bendita sejas!*

janeiro/2006

eu olhei para dentro dos abismos incomensuráveis,

pra dentro, e antes de perceber que era infinita essa escura imensidão, já havia me apaixonado

eu macerei frutos indescritivelmente sábios,

de maneira que não mais fossem palatáveis aos comuns,

sim, eu o fiz para que a sombra apavore,

mas também para que atraia... como atraente foi a canção que saiu do velho fosso, quando dele eu ouvi:

eu macerei,
sim, extrai o mais puro e escuro de meu sangue sujo!
eu macerei,
colhi a safra da noite curta, a mais curta e agonizante noite,
eu macerei,
a psicodelia que, em revoada de manhã, leva as visões,
eu macerei,
sombras e pinheiros úmidos com penas brilhantes sob o luar opaco,
eu macerei,
agora eu bebo a essência maldita de tudo o que é repulsivo em mim... que eu mesmo macerei

Propagando uma Memória de Paz (Ogun!)

Agora a pouco eu confundi um barulho qualquer com o barulho da chuva e, ao perceber que estava equivocada, o pico de alegria baixando me fez lembrar de algo que eu escrevi em 2005 para homenagear a delícia que o chover me propicia e que acredito propicia a todos que estiverem em paz no momento que ela cai...:

"Nesta linda noite tempestuosa, as águas se agitam, elas moldam tudo o que tocam conforme meus pensamentos.

Nesta linda noite tempestuosa, reinam o trovão e o raio, poder que desce do céu a inundar-me.

Nesta linda noite tempestuosa, eu danço fazendo círculos, momentos de criação.

Nesta linda noite tempestuosa eu me elevo, não só meu corpo, mas toda a terra, Terra que pulsa enquanto penso, Terra que grita me enchendo de poder, Terra que canta enquanto danço, Terra que cura meu ser do vinculo vicioso com a modernidade, Terra que me leva para baixo...

Para emergir em outras lindas noites tempestuosas."


Divino (Oyeku Meji III)

Divino é a besta inperfurável, arma alguma: salvo aquela que seguras

Divino é a besta incapturável, armadilha alguma: menos aquela que engendras

Divino é a sobrevivência, morrer algum: exceto aquele do qual se sustenta

Morte, mistério, Adorada em todo monastério: meus respeitos!

Para certos peixes até o lamaçal é navegável (Nyohwe Ananu!)

As doenças deformadoras e/ou que afligem a pele/aparência externa são um sinal dado pela Terra àqueles que contra Ela infringem tabus.

As divindades/professores a quem igualmente se atribui este poder foram filhos de pessoas/gerações que ignoraram esta sinalização em si próprios, de modo que mais drasticamente até mesmo os filhos/inocentes fossem acometidos. Além é claro dos outros animais e plantas relacionados ao desencadear e à cura do processo, estes fora da esfera socio-humana.

As famílias comumente os abandonavam, ou assassinavam, eles ora persistiam, ora assombravam, e essas sobrevivências constituem formas de perpetuação/reafirmação do poder da Terra, bem como estabelecem os mistérios/escolas/sacerdócios/ofícios os quais constituem a potêncialização das faculdades adoecedoras e curadoras destas fiéis testemunhas da Sua (da Terra) Soberania. Assim o plano mental da Terra é efetivado física e carnalmente.

Uma vez que nem culpados, nem inocentes sejam suficientes, Terra adoece a Si própria de modo que tal maximização torne as infrações alarmantes aos que em menor escala continuariam ignorar seus sintomas.

As doenças ocultas que não afloram na superficie compreendem outro conhecimento.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Percepção

Desconheço tal coisa como "fechar os olhos"
Quem quer tenha enxergado soubera
Que quando a palpebra se fecha
O olhar não cessa
Apenas volta-se para dentro

E igualmente a solidão
Incógnita sensação
Pois é sabido
De quem quer tenha existido
Que a consciência é constante companhia

Estilo?

rococó = arte/hábito pelo prazer da experiêcia estética (hedonismo), labiríntico, hipnótico, narcótico, rítmico, contínuo, recreativo, fluido, orgânico;

negro = denso (em oposição a translúcido), sólido, concluído, fadado, concreto, escuro, preto.

Plasma Fossilizado.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Bloom

old but gold: http://www.youtube.com/watch?v=HjK30nhy7CU
Euforia, eudaimonia!

AAAY Q LUXURYA...

Nham

Boa semana everybodyyyy, and soul :P

domingo, 13 de novembro de 2011

Bom Exemplo

"I would rather serve my God in the Benin way;I would rather worship him
in the Benin manner; I will sing songs of praise to him in the Benin
custom;Unless it can be proven to me that he does not understand the
Benin language"

Oba Akenzua N'Iso n'orro II

Porque e Como Gajere

Em algum momento do meio desse ano sonhei com o seguinte:
Estava estudando num serpentário e quando saía de lá via meu rosto pintado de preto com excessão do lado esquerdo de da bochecha pra cima... até que eu chegava num lugar onde haviam pessoas passeando co leões encoleirados, o que me enfurecia e eu ficava histérica. Eu caminhava até chegar num aglomerado de pessoas alvoroçadas por causa da fuga de um leão. Em frente este aglomerado estava um lago cheio de porcos-do-mato medrosos na borda, e um deles caminhava cuidadosamente sobre uns nenufares sob a superfície da água equanto um outro com expressão chorosa estava submerso e colocava apenas a ponta do nariz fora. Este mesmo porco submerso estava delicadamente preso pelas pontas afiadas das garras de leões completamente submersos, o que consistia um esquema para manter os leões ali naquele estado. Eu via uma mulher histérica chorando e reclamando, e era uma pastora cristã, eu via aquele comportamento dela e lembrava do meu e repudiava, mas como eu estava desesperada pedia pra ela intepetar um oraculo, eu dizia "o símbolo é porco", ela interpretara negativa e malignamente como um sinal indicativo de fracasso e incapacidade de realização. Eu não admitia que um ser selvagem tivesse essa conotação. Enquanto ela interpretava passava um homem vestido de vermelho portando insígnias de realeza (eruexim, e uma espada cerimonial típica dos reis Edo/Bini chamada eben, como as que aparecem nas duas fotos ao final do texto). Ele jogava ikin (noz de dendezeiro) e me olhava expremendo o olho, analizando e rapidamente proferindo um dagnóstico que eu não entendia pela rapidez mas eu respondia "axé!", mesmo sem entender. Seguia até um recinto alto pra me esconder do leao solto, e enquanto eu desesperadamente tentava fechar a entrada do recinto apareceram filhotes de leão que eu espantava, mas logo eles voltaram trazendo consigo o homem de vermelho. Coloquei minha cabeça no chão pra reverenciá-lo e antes de qualquer coisa acordei.

Segui sonhando com leões invadindo lugares onde eu estava,mas aí lugares da infância.

Algum tempo depois sonhei uma vez com um menino com a pele cheia de erupções tentando entrar em casa, e outra vez com o mesmo menino como um vendedor itinerante. Neste ultimo ele dizia "ajere".

Segui sonhando com tiros na garganta e sufocamentos incrívelmente vívidos.

Agora há poucos dias estudando cultura Nupe, chego até a dos Haussá e descubro o termo "gajere" (haussá: pequeno, anão, curto). E tcha-ran:

*gajere
mai-baka, a spirit responsible for any wound or disease of which the origin is unknown;

*dawa ya/ ta'ba shi, an expression used with regard to any disease or affection for which there seems no apparent or adequate cause, e.g. suppurating glands of the neck. It implies that one of the spirits supposed to inhabit uncultivated country is at the bottom of the matter. (Vide gajere-mai-baka);

*mata'biya, multiple abscesses all over the body; pyaemia. Attributed to the agency of a spirit of the same name, the male of which is called gajere mai-baka. The female is sometimes called also mai-garaje. Of an mai-garaje. Of an affected person it may be said 'dawa ya/ ta'be shi', the 'spirit of the bush' has touched him.


Insígnia real supracitada:


Salomon Igbinoghodua, Oba Erediauwa do Benin, Nigeria




Isienwenro James Iyoha Inneh, Ekegbian do Benin, Nigeria

Uwar Girka II


Esses dias (anteontem) sonhei com um porco liiiindo cor de barro, com "cílios impressivos", acho que achei a espécie: Potamochoerus porcus, ou Potamóquero-vermelho, ou Bush Pig/Hog, ou Red river hog.

Adoro sonhar com porcos, reforça o sentimento/lembrança do fato d'Ela estar sempre comigo, me supervisionando^^^^^^




E não é que o mercado reluz novamente, gente rs

cabei d acordar

antes eu pensei que a noite era o pior lugar pra conhecer alguem legal, mas hoje tive um insight diferente... a noite pode ser um "lugar" excelente pra conhecer BEM as pessoas, principalmente pq elas podem expor lados diferentes do convencional conveniente de cada uma delas... até aí ok já sabia, sempre... mas a diferença que percebi isso positivamente, não apenas no sentido de eu aproveitar defensivamente, mas inclusive no de alguem/algo revelar-se verdadeira e potencialmente interessante no meu critério quase impossível, já que a noite prova ou reprova o que no dia as pessoas revelam "convencional convenientemente" rs

Ou seja, se no tempo diurno do mercado (e o mercado é o mundo) o mercador pode se aproveitar do magnânimo brilho do astro generoso pra artificializar (glamourizar?) o duvidoso, no noturno só vai brilhar a mercadoria que for atrativa mesmo dentre a tenebrosidade, assim sendo dignificadamente alvo e objeto de uma valorização melhor canalizada. rs

bom domingo everybody!^^

Ps.: não que eu tenha visto uma mercadoria legal rs, apenas meus lados jupteriano e saturnino pensando em conjunto.

acho que me libertei do conflito sagrado versus mundano, e comecei ver o mundo por inteiro. Entendi o que meu papi quis dizer com "wanye"! Godiya Gajere!!!^^

Ps2.: brigada pessoa que sem querer fez germinar essa semente rs, mesmo q não vai ler isso rs

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Bem estar é:

exoterrima_ exotica, magerrima, e mais que ótema, otérrima, até rima =O~

O bom agora é o diferente? *to sépia*

anda tão dócil ultimamente
pena que eu prefiro sopa de legumes, rs
aliás, ela tá tão domesticada que engordou
volte para o light/diet caralhoi*ne(aquela frase do filme que nunca vi mais 3D: volte para luz fulana!)!

*oi como em frances

Conteúdo Impróprio em mim (aviso: palavrões in) marte transitando na 8, adorando saturno na 10 tmb :)

http://www.youtube.com/watch?v=xP_R_xoZ-nM
1. perfeccionismo
2. ansiedade
3. severidade
4. preocupação
5. tensão
6. demasia

vão os seis se ferrar!

eu quero errar de propósito
quero bagunçar e ignorar de propósito
quero ser descarada e nonsense, sem ser geniosa/egóica

cansei de me sentir culpada pelos outros
quero a miinha própria culpa me fodendo bem gostoso
quem sabe disso não resulte uma bela ejaculada da minha vida, afinal

quero ser EU, sem ligar pras classificações dos outros
chega de poses pra caber no retrato mainstream
acabou a comédia, eu sou terror

existir, sentir, expressar: sabedoria nata
ingerir, digerir, excretar: necessidade real
perceber, personalizar, espelhar: arte primal
o resto é aprisionante, escravizante, civilizado
aquários, gaiolas, praças, etc
ÓPIO, MAIS NADA
;).

se algo cai no chão torna-se sujo
se do chão se levanta torna-se alimento
que eu seja o animal carniceiro e o coletor
que no derradeiro abaixo chafurdem em perene abundância !

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sarkin Baka

Mai-K'wari, sua a impressão paralizante
Nenhum escape!

Mai-Tagunati, seu o chifre soador que nunca descansa
Nenhum fracaço!

Babba ba basu, eterna fonte de conforto
Nenhuma falta!

Ba a yi wa biri Burtu, mascarado sob a face do Calau Terrestre não há meta que não atinjas
Nenhuma ameaça!Maharbin dare, seu o afligir misterioso que não se pode ocultar
Nenhum remediar!

Gajere Mai-Dowa, Pequenino Dono da Floresta
Todo sucesso!

K'aunata, muito amável
Toda gratidão!

Ara yayan a raja!

domingo, 6 de novembro de 2011

Série de desenhos deste Inverno passado (2011) VIIII

Alteridade

Aiai

As vezes queria saber se a profecia também se cumpriu do lado de lá
E mais ainda, saber qual final ela proporcionará rs

Mas amanhã não quero mais (por isso n corro ATRÁS).

Verdade

Sou obscenamente obcecada por obssessões
Elas sempre passam, e aí é como se eu nascesse de novo
Mais exigente, é claro.

=D O resto é obsoleto

“She was a girl who knew how to be happy even when she was sad. And that’s important—you know ”

Marilyn Monroe

Uwar Girka

Ela nutre e abriga o pequeno, o grande e o torto
Ela produz sem ser cultivada
E se trama contra alguém, este nada usufrui não importa o quanto produza
Bira shawara, Bira shawara Doguwa, nós louvamos
Para que Ela nunca precise tramar contra nós

Mai-Gida Biyu, Dona das duas casas nós louvamos
Ela ocupa duas habitações sem deixar um lugar
Ela é o lugar
Na Gida, Na Daji, ambos habitável e inabitável
Muitos ignoram quem plantou antes do fazendeiro, nós sabemos

Uwar Dowa, Floresta Mãe, nós louvamos
Ela nutre e abriga o curto, o comprido e o torto
Uwar Girka, Mãe Fundamental, nada vem a ser sem que Ela dispense cuidados
Ela é a Grande Preparadora, Doguwa Girka
Muitos ignoram quem prospera além do fazendeiro, nós sabemos

sábado, 5 de novembro de 2011

aSsErTividadE


A artéria é via o sangue é porta
Seja fluindo em terra, planta ou animal
Desde que a luminária noturna dê sinal

Se vier em carne sete anos
Se em sonho sete dias
Aprendizado culminante que a inquietude resfria

Folha-Mestra/ Olori Ewe

(Cobo, totem do Povo sem Osso)


O atalho para fora do desconforto e o que conduz para dentro dele são um só, o que muda é o sentido, e a dificuldade. Sim, para o desconforto é mais difícil, íngrime, oposto.

Seguir sentido o estado normal é fácil, porém é preciso foco, um único olhar, uma única passada, e um único alcance, como Aroni que possui únicos perna, braço e olho. Sem um foco único as veredas labirínticas do atalho seduzem os dúbios sentidos, impedindo a libertação.

Uma vez reconquistado o posto de conforto é importante ser feroz ao defendê-lo, seja denunciando e/ou enfrentando aquilo que empenha-se em sabotá-lo, em si próprio tanto quanto em outro. Sim pois aquilo que se ocupa do enfraquecimento jamais é forte ou corajoso, e não tem efeito ampliado desde que seja encarado propriamente.

Esta é a lição da folha-filha daquele aspecto d'Ela-Ilé que, exuberante e fértil, dobra o pescoço do Homem para baixo, e o permite seguir a trilha do contentamento, em abundância.

Ashé!

Ewe Kukundunkun africana: ???, nativa e tradicional no culto africano daqui: batata-doce)

(Grafia Aportuguesada (fonética) e tradução-interpretação minha)
Efun léba lé kojumã o/ A claridade da aurora aguça nossa visão!
Efun léba lé kojumã/ A claridade da aurora aguça nossa visão
Kukundunkun olori ewêê/ Kukundunkun é folha mestra
Efun léba lé kojumã/ A claridade da aurora aguça nossa visão

(Original)
Efun l'ebá lé k'ojumon ó/ Quando o dia nasce
Efun l'ebá lé k'ojumon/ Quando o dia nasce
Kúkundùnku/ Kúkundùnku
Olórí ewé/ É a mestra das folhas
Efun l'ebá lé k'ojumon/Quando o dia nasce

(N)Dako Efé



Quem é o pai do vento
Onde é que ele mora

Quem é que sopra o vento
Qual respiradouro ele adora

Ninguém sabe nem diz que viu
Se desceu ou se subiu

Dança com caule, folha e semente
E ressoa seu mistério latente

Mas é bem na raíz do bambuzal
Onde jaz a resposta lustral

Para quem quer tenha fôlego
Encontrá-lo suspirante em seu aconchego

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Professores

Malamin Kutara (africana: poupa, nativa: anu branco, universal: pássaros silvestres com crista em geral) – engendra soluções, encontra coisas ocultas, e formas para alcançá-las;

Malamin Dawa (africana: chacal, nativa: graxaim do mato, universal: canídeos silvestres em geral) – dribla a adversidade, supera qualquer trapaça, inescrupuloso reparador da injustiça;

Malamin Tsuntsaye (africana: vidua paradisaea, nativa: saíra sete cores, universal: pássaros silvestres exuberantes e cantores em geral) – desenvoltura e eloqüência, aprendizado, encantamentos.

Quem tem medo?


Quem tem medo de levar susto, sai perdendo rs

Boa tarde!^^

Lirismo Sáfico – O Leito de Intoxicações Púbicas

Já foi postado, mas merece ser de novo.


Aproxima-se pela densa escuridão

Onde dolorosamente despe-se do dia

Como um pulsante sol

Sedutor e perpetuamente vitorioso

Oculto de onde se escondem os que um dia se perderam

Chance de abandono brilhando no mais aterrador labirinto da alma

Tu reges o augúrio tímido

Tu garantes inspiração nobre e repentina

Ah!

Pudera eu te chamar para mais perto

Ó amiga da aurora

Ó companheira da alvorada

Eu rasgo teus véus com a sede de mil bestas campestres

E teço-os com ouro da idade desconhecida do Homem

Rege sobre nossas coroas de violeta

Conduz o desperdício em nossos desejos àquela terra maravilhosa de eterno despertar

Venta sobre nós aquela brisa de violência resplandecente

Rege sobre nossos pés descalços antes que a idade da razão chegue

Apodere-se da fertilidade em nossos castos véus

Tu justificada e atônita

Aquela que primeiro caminhou com patas abomináveis

Na dançante proscrição dos deuses cruéis

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Boneless

Falar do povo sem osso geralmente provoca calafrios
Suas moradas incertas e seus túmulos vazios

Incógnito é o povo sem osso até no paradeiro
Seu rastro confuso e seu camuflar certeiro

Torce, retorce, sorri
E evanesce

Arautos da alegria
Que aos sentidos enobrece

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Divinação simples (Ori)

Três peças de argila, cada uma de um tamanho que se acomode na mão fechada. Em seguida, utilizando qualquer instrumento que não seja de metal, gravar em cada peça um desenho: o de um raio, o de uma serpente, e o de um círculo. Também é preciso uma rocha ou peça de cerâmica na cor azul-claro, que representa o contentamento do Outro Lado, bem como a intenção do Espírito em aproximar-se, congregar, etc. Na imagem os significados.



O procedimento:

Na frente do fetiche, após a saudação de costume, reservar um recipiente com água e pingar três vezes no solo dizendo: Omi tutu, Onã tutu, Tutu laroye, Mojuba Ilé, Mojuba Elegbara, Mojuba Ori, Ori o, Mojuba Gbogbo(Água nova (fresca), Caminho novo, Comunicação nova, Saúdo a Terra, Saúdo o Intercambiador, Saúdo a Consciência, Consciência dê permissão, Saúdo a Todos)

Em seguida dizer três vezes focando as peças de argila: Amon rere fetisilé okan, amon rere fetisilé orun (O bom barro ouve atentamente ao coração, o bom barro ouve atentamente ao além)

Finalizar com: As(h)é, asé, asé (Força (assim seja), força, força)

Em seguida sortear uma peça e interpretar. Em caso de ser sorteada a peça do raio deve-se reformular a questão até vir serpente ou circulo, que fecham a questão positiva ou negativamente. Pode ser utilizado para direcionar esforços e apurar materiais e ações relacionadas a um procedimento. As peças devem ser guardadas junto ao fetiche.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ao Rei do Mundo


Obaluaye, Gunnu, Gajere Mai-bakka
Adoricizado é teu poder e teu mistério

Pequenina criança que, mal-quista
No ermo perdurara

Venceste a enfermidade e, ressurgente
Na urbe foste coroado

Quem vê tua roupa o confunde
Quem vê tua nudez o reconhece

Vestido ou desnudo que eu te reconheça
E reverencie propriamente

Mas quando de sua ira
Em meio aos incautos, te imploro

Não me confunda, Pai
Não me confunda

Qualquer seja tua plumagem
Qualquer seja tua couraça

Não te confundo, Pai
Não te confundo

Qualquer seja teu motivo
Qualquer seja tua maneira

Não me aflija, Pai
Não me aflija

Levante bem pela manhã comigo, invicto
Deite-se bem ao anoitecer, invicto

Não te subestimo, Pai
Não te subestimo

Sua benção
Obrigada

"Sob a linguagem do poeta jaz a chave do tesouro". Nizami

A linguagem do Artista, que mente e revela, resguarda e presenteia, é assim, una, não dual, mas completa.

'Ihy Maut! Ankh-na-Maat.'

"Ele que é iluminado com a mais Brilhante Luz moldará a mais Escura Sombra; Ele que é iluminado com a mais Escura Sombra brilhará com a mais Brilhante Luz."
-A. D. Chumbley-