terça-feira, 29 de novembro de 2011

29/11/2011 (Não Fumante!)


Fumar socialmente?

Não mais!

O que não nutre, não serve.^^

domingo, 27 de novembro de 2011

(Colagem4) Obararete (Djoto!)

agosto/2005

O CAOS - É ELE QUEM DOMINA

Face agonizante que observa e maquina,
Face indesejada, gloriosa sina,
Face trevosa que o organizado abomina;
*Vejo meu reflexo em tuas obras*
Filho renegado,
A casa onde te enxutam, tu habitas,
Dos seios que lhe são negados, tu se dependuras, e devora;
*Volto-me para ti, de cuja presença nunca saí*
Repousas,
Treme,
Lamentas;
*Sou um de sua prole amaldiçoada*
Ser Dançarino que é graciosamente desastrado,
Terror e Amor,
Ternura e Dor ,incompreendido, conjunto;
*minha Arte é tua causa prioritária*
Homem e Fera,
Verdugo de luvas brancas,
Escuro;
*Glorificarei, e honrarei, compreendo o mistério da desordem*
Divino...
Caos Precioso,
Precioso Caos!;
*Luz que cega, Treva que envolve*
Ventre espiral que suga e acolhe,
causa e efeito,
Cruel mas tão justo;
*Cumpro meu desígnio adorável*
Uma realidade adormecida sob o ninar de teus numerosos braços,
Sob os encantos de tua música,
Fina melodia estelar;
*Aprisiono e escarneço*
Você que é o rosto lacrimoso,
E o demônio ensangüentado,
Castigue, comungue;
*Algum incrédulo seria tão capaz?*
O açoitar, o apedrejar, e o apunhalar,
Doce e amargo,
Faça da ignorância sofrimento, arroste o conforto dos imbecis;
*A proeza desesperada, notem!*
Você! que fia e embaraça,
Livre loucura que perturba,
Deusa negra de mutuas faces;
*As batidas estão mais fortes agora*
Leve-me no vento,
Carregue-me daqui para um realidade mais profunda,
Onde é tudo tão amável, tão estranho quanto eu.
*A marca é a benção, a senha, e o selo bendita sejas!*

janeiro/2006

eu olhei para dentro dos abismos incomensuráveis,

pra dentro, e antes de perceber que era infinita essa escura imensidão, já havia me apaixonado

eu macerei frutos indescritivelmente sábios,

de maneira que não mais fossem palatáveis aos comuns,

sim, eu o fiz para que a sombra apavore,

mas também para que atraia... como atraente foi a canção que saiu do velho fosso, quando dele eu ouvi:

eu macerei,
sim, extrai o mais puro e escuro de meu sangue sujo!
eu macerei,
colhi a safra da noite curta, a mais curta e agonizante noite,
eu macerei,
a psicodelia que, em revoada de manhã, leva as visões,
eu macerei,
sombras e pinheiros úmidos com penas brilhantes sob o luar opaco,
eu macerei,
agora eu bebo a essência maldita de tudo o que é repulsivo em mim... que eu mesmo macerei

Propagando uma Memória de Paz (Ogun!)

Agora a pouco eu confundi um barulho qualquer com o barulho da chuva e, ao perceber que estava equivocada, o pico de alegria baixando me fez lembrar de algo que eu escrevi em 2005 para homenagear a delícia que o chover me propicia e que acredito propicia a todos que estiverem em paz no momento que ela cai...:

"Nesta linda noite tempestuosa, as águas se agitam, elas moldam tudo o que tocam conforme meus pensamentos.

Nesta linda noite tempestuosa, reinam o trovão e o raio, poder que desce do céu a inundar-me.

Nesta linda noite tempestuosa, eu danço fazendo círculos, momentos de criação.

Nesta linda noite tempestuosa eu me elevo, não só meu corpo, mas toda a terra, Terra que pulsa enquanto penso, Terra que grita me enchendo de poder, Terra que canta enquanto danço, Terra que cura meu ser do vinculo vicioso com a modernidade, Terra que me leva para baixo...

Para emergir em outras lindas noites tempestuosas."


Divino (Oyeku Meji III)

Divino é a besta inperfurável, arma alguma: salvo aquela que seguras

Divino é a besta incapturável, armadilha alguma: menos aquela que engendras

Divino é a sobrevivência, morrer algum: exceto aquele do qual se sustenta

Morte, mistério, Adorada em todo monastério: meus respeitos!

Para certos peixes até o lamaçal é navegável (Nyohwe Ananu!)

As doenças deformadoras e/ou que afligem a pele/aparência externa são um sinal dado pela Terra àqueles que contra Ela infringem tabus.

As divindades/professores a quem igualmente se atribui este poder foram filhos de pessoas/gerações que ignoraram esta sinalização em si próprios, de modo que mais drasticamente até mesmo os filhos/inocentes fossem acometidos. Além é claro dos outros animais e plantas relacionados ao desencadear e à cura do processo, estes fora da esfera socio-humana.

As famílias comumente os abandonavam, ou assassinavam, eles ora persistiam, ora assombravam, e essas sobrevivências constituem formas de perpetuação/reafirmação do poder da Terra, bem como estabelecem os mistérios/escolas/sacerdócios/ofícios os quais constituem a potêncialização das faculdades adoecedoras e curadoras destas fiéis testemunhas da Sua (da Terra) Soberania. Assim o plano mental da Terra é efetivado física e carnalmente.

Uma vez que nem culpados, nem inocentes sejam suficientes, Terra adoece a Si própria de modo que tal maximização torne as infrações alarmantes aos que em menor escala continuariam ignorar seus sintomas.

As doenças ocultas que não afloram na superficie compreendem outro conhecimento.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Percepção

Desconheço tal coisa como "fechar os olhos"
Quem quer tenha enxergado soubera
Que quando a palpebra se fecha
O olhar não cessa
Apenas volta-se para dentro

E igualmente a solidão
Incógnita sensação
Pois é sabido
De quem quer tenha existido
Que a consciência é constante companhia

Estilo?

rococó = arte/hábito pelo prazer da experiêcia estética (hedonismo), labiríntico, hipnótico, narcótico, rítmico, contínuo, recreativo, fluido, orgânico;

negro = denso (em oposição a translúcido), sólido, concluído, fadado, concreto, escuro, preto.

Plasma Fossilizado.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Bloom

old but gold: http://www.youtube.com/watch?v=HjK30nhy7CU
Euforia, eudaimonia!

AAAY Q LUXURYA...

Nham

Boa semana everybodyyyy, and soul :P

domingo, 13 de novembro de 2011

Bom Exemplo

"I would rather serve my God in the Benin way;I would rather worship him
in the Benin manner; I will sing songs of praise to him in the Benin
custom;Unless it can be proven to me that he does not understand the
Benin language"

Oba Akenzua N'Iso n'orro II

Porque e Como Gajere

Em algum momento do meio desse ano sonhei com o seguinte:
Estava estudando num serpentário e quando saía de lá via meu rosto pintado de preto com excessão do lado esquerdo de da bochecha pra cima... até que eu chegava num lugar onde haviam pessoas passeando co leões encoleirados, o que me enfurecia e eu ficava histérica. Eu caminhava até chegar num aglomerado de pessoas alvoroçadas por causa da fuga de um leão. Em frente este aglomerado estava um lago cheio de porcos-do-mato medrosos na borda, e um deles caminhava cuidadosamente sobre uns nenufares sob a superfície da água equanto um outro com expressão chorosa estava submerso e colocava apenas a ponta do nariz fora. Este mesmo porco submerso estava delicadamente preso pelas pontas afiadas das garras de leões completamente submersos, o que consistia um esquema para manter os leões ali naquele estado. Eu via uma mulher histérica chorando e reclamando, e era uma pastora cristã, eu via aquele comportamento dela e lembrava do meu e repudiava, mas como eu estava desesperada pedia pra ela intepetar um oraculo, eu dizia "o símbolo é porco", ela interpretara negativa e malignamente como um sinal indicativo de fracasso e incapacidade de realização. Eu não admitia que um ser selvagem tivesse essa conotação. Enquanto ela interpretava passava um homem vestido de vermelho portando insígnias de realeza (eruexim, e uma espada cerimonial típica dos reis Edo/Bini chamada eben, como as que aparecem nas duas fotos ao final do texto). Ele jogava ikin (noz de dendezeiro) e me olhava expremendo o olho, analizando e rapidamente proferindo um dagnóstico que eu não entendia pela rapidez mas eu respondia "axé!", mesmo sem entender. Seguia até um recinto alto pra me esconder do leao solto, e enquanto eu desesperadamente tentava fechar a entrada do recinto apareceram filhotes de leão que eu espantava, mas logo eles voltaram trazendo consigo o homem de vermelho. Coloquei minha cabeça no chão pra reverenciá-lo e antes de qualquer coisa acordei.

Segui sonhando com leões invadindo lugares onde eu estava,mas aí lugares da infância.

Algum tempo depois sonhei uma vez com um menino com a pele cheia de erupções tentando entrar em casa, e outra vez com o mesmo menino como um vendedor itinerante. Neste ultimo ele dizia "ajere".

Segui sonhando com tiros na garganta e sufocamentos incrívelmente vívidos.

Agora há poucos dias estudando cultura Nupe, chego até a dos Haussá e descubro o termo "gajere" (haussá: pequeno, anão, curto). E tcha-ran:

*gajere
mai-baka, a spirit responsible for any wound or disease of which the origin is unknown;

*dawa ya/ ta'ba shi, an expression used with regard to any disease or affection for which there seems no apparent or adequate cause, e.g. suppurating glands of the neck. It implies that one of the spirits supposed to inhabit uncultivated country is at the bottom of the matter. (Vide gajere-mai-baka);

*mata'biya, multiple abscesses all over the body; pyaemia. Attributed to the agency of a spirit of the same name, the male of which is called gajere mai-baka. The female is sometimes called also mai-garaje. Of an mai-garaje. Of an affected person it may be said 'dawa ya/ ta'be shi', the 'spirit of the bush' has touched him.


Insígnia real supracitada:


Salomon Igbinoghodua, Oba Erediauwa do Benin, Nigeria




Isienwenro James Iyoha Inneh, Ekegbian do Benin, Nigeria

Uwar Girka II


Esses dias (anteontem) sonhei com um porco liiiindo cor de barro, com "cílios impressivos", acho que achei a espécie: Potamochoerus porcus, ou Potamóquero-vermelho, ou Bush Pig/Hog, ou Red river hog.

Adoro sonhar com porcos, reforça o sentimento/lembrança do fato d'Ela estar sempre comigo, me supervisionando^^^^^^




E não é que o mercado reluz novamente, gente rs

cabei d acordar

antes eu pensei que a noite era o pior lugar pra conhecer alguem legal, mas hoje tive um insight diferente... a noite pode ser um "lugar" excelente pra conhecer BEM as pessoas, principalmente pq elas podem expor lados diferentes do convencional conveniente de cada uma delas... até aí ok já sabia, sempre... mas a diferença que percebi isso positivamente, não apenas no sentido de eu aproveitar defensivamente, mas inclusive no de alguem/algo revelar-se verdadeira e potencialmente interessante no meu critério quase impossível, já que a noite prova ou reprova o que no dia as pessoas revelam "convencional convenientemente" rs

Ou seja, se no tempo diurno do mercado (e o mercado é o mundo) o mercador pode se aproveitar do magnânimo brilho do astro generoso pra artificializar (glamourizar?) o duvidoso, no noturno só vai brilhar a mercadoria que for atrativa mesmo dentre a tenebrosidade, assim sendo dignificadamente alvo e objeto de uma valorização melhor canalizada. rs

bom domingo everybody!^^

Ps.: não que eu tenha visto uma mercadoria legal rs, apenas meus lados jupteriano e saturnino pensando em conjunto.

acho que me libertei do conflito sagrado versus mundano, e comecei ver o mundo por inteiro. Entendi o que meu papi quis dizer com "wanye"! Godiya Gajere!!!^^

Ps2.: brigada pessoa que sem querer fez germinar essa semente rs, mesmo q não vai ler isso rs

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Bem estar é:

exoterrima_ exotica, magerrima, e mais que ótema, otérrima, até rima =O~

O bom agora é o diferente? *to sépia*

anda tão dócil ultimamente
pena que eu prefiro sopa de legumes, rs
aliás, ela tá tão domesticada que engordou
volte para o light/diet caralhoi*ne(aquela frase do filme que nunca vi mais 3D: volte para luz fulana!)!

*oi como em frances

Conteúdo Impróprio em mim (aviso: palavrões in) marte transitando na 8, adorando saturno na 10 tmb :)

http://www.youtube.com/watch?v=xP_R_xoZ-nM
1. perfeccionismo
2. ansiedade
3. severidade
4. preocupação
5. tensão
6. demasia

vão os seis se ferrar!

eu quero errar de propósito
quero bagunçar e ignorar de propósito
quero ser descarada e nonsense, sem ser geniosa/egóica

cansei de me sentir culpada pelos outros
quero a miinha própria culpa me fodendo bem gostoso
quem sabe disso não resulte uma bela ejaculada da minha vida, afinal

quero ser EU, sem ligar pras classificações dos outros
chega de poses pra caber no retrato mainstream
acabou a comédia, eu sou terror

existir, sentir, expressar: sabedoria nata
ingerir, digerir, excretar: necessidade real
perceber, personalizar, espelhar: arte primal
o resto é aprisionante, escravizante, civilizado
aquários, gaiolas, praças, etc
ÓPIO, MAIS NADA
;).

se algo cai no chão torna-se sujo
se do chão se levanta torna-se alimento
que eu seja o animal carniceiro e o coletor
que no derradeiro abaixo chafurdem em perene abundância !

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sarkin Baka

Mai-K'wari, sua a impressão paralizante
Nenhum escape!

Mai-Tagunati, seu o chifre soador que nunca descansa
Nenhum fracaço!

Babba ba basu, eterna fonte de conforto
Nenhuma falta!

Ba a yi wa biri Burtu, mascarado sob a face do Calau Terrestre não há meta que não atinjas
Nenhuma ameaça!Maharbin dare, seu o afligir misterioso que não se pode ocultar
Nenhum remediar!

Gajere Mai-Dowa, Pequenino Dono da Floresta
Todo sucesso!

K'aunata, muito amável
Toda gratidão!

Ara yayan a raja!

domingo, 6 de novembro de 2011

Série de desenhos deste Inverno passado (2011) VIIII

Alteridade

Aiai

As vezes queria saber se a profecia também se cumpriu do lado de lá
E mais ainda, saber qual final ela proporcionará rs

Mas amanhã não quero mais (por isso n corro ATRÁS).

Verdade

Sou obscenamente obcecada por obssessões
Elas sempre passam, e aí é como se eu nascesse de novo
Mais exigente, é claro.

=D O resto é obsoleto

“She was a girl who knew how to be happy even when she was sad. And that’s important—you know ”

Marilyn Monroe

Uwar Girka

Ela nutre e abriga o pequeno, o grande e o torto
Ela produz sem ser cultivada
E se trama contra alguém, este nada usufrui não importa o quanto produza
Bira shawara, Bira shawara Doguwa, nós louvamos
Para que Ela nunca precise tramar contra nós

Mai-Gida Biyu, Dona das duas casas nós louvamos
Ela ocupa duas habitações sem deixar um lugar
Ela é o lugar
Na Gida, Na Daji, ambos habitável e inabitável
Muitos ignoram quem plantou antes do fazendeiro, nós sabemos

Uwar Dowa, Floresta Mãe, nós louvamos
Ela nutre e abriga o curto, o comprido e o torto
Uwar Girka, Mãe Fundamental, nada vem a ser sem que Ela dispense cuidados
Ela é a Grande Preparadora, Doguwa Girka
Muitos ignoram quem prospera além do fazendeiro, nós sabemos

sábado, 5 de novembro de 2011

aSsErTividadE


A artéria é via o sangue é porta
Seja fluindo em terra, planta ou animal
Desde que a luminária noturna dê sinal

Se vier em carne sete anos
Se em sonho sete dias
Aprendizado culminante que a inquietude resfria

Folha-Mestra/ Olori Ewe

(Cobo, totem do Povo sem Osso)


O atalho para fora do desconforto e o que conduz para dentro dele são um só, o que muda é o sentido, e a dificuldade. Sim, para o desconforto é mais difícil, íngrime, oposto.

Seguir sentido o estado normal é fácil, porém é preciso foco, um único olhar, uma única passada, e um único alcance, como Aroni que possui únicos perna, braço e olho. Sem um foco único as veredas labirínticas do atalho seduzem os dúbios sentidos, impedindo a libertação.

Uma vez reconquistado o posto de conforto é importante ser feroz ao defendê-lo, seja denunciando e/ou enfrentando aquilo que empenha-se em sabotá-lo, em si próprio tanto quanto em outro. Sim pois aquilo que se ocupa do enfraquecimento jamais é forte ou corajoso, e não tem efeito ampliado desde que seja encarado propriamente.

Esta é a lição da folha-filha daquele aspecto d'Ela-Ilé que, exuberante e fértil, dobra o pescoço do Homem para baixo, e o permite seguir a trilha do contentamento, em abundância.

Ashé!

Ewe Kukundunkun africana: ???, nativa e tradicional no culto africano daqui: batata-doce)

(Grafia Aportuguesada (fonética) e tradução-interpretação minha)
Efun léba lé kojumã o/ A claridade da aurora aguça nossa visão!
Efun léba lé kojumã/ A claridade da aurora aguça nossa visão
Kukundunkun olori ewêê/ Kukundunkun é folha mestra
Efun léba lé kojumã/ A claridade da aurora aguça nossa visão

(Original)
Efun l'ebá lé k'ojumon ó/ Quando o dia nasce
Efun l'ebá lé k'ojumon/ Quando o dia nasce
Kúkundùnku/ Kúkundùnku
Olórí ewé/ É a mestra das folhas
Efun l'ebá lé k'ojumon/Quando o dia nasce

(N)Dako Efé



Quem é o pai do vento
Onde é que ele mora

Quem é que sopra o vento
Qual respiradouro ele adora

Ninguém sabe nem diz que viu
Se desceu ou se subiu

Dança com caule, folha e semente
E ressoa seu mistério latente

Mas é bem na raíz do bambuzal
Onde jaz a resposta lustral

Para quem quer tenha fôlego
Encontrá-lo suspirante em seu aconchego

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Professores

Malamin Kutara (africana: poupa, nativa: anu branco, universal: pássaros silvestres com crista em geral) – engendra soluções, encontra coisas ocultas, e formas para alcançá-las;

Malamin Dawa (africana: chacal, nativa: graxaim do mato, universal: canídeos silvestres em geral) – dribla a adversidade, supera qualquer trapaça, inescrupuloso reparador da injustiça;

Malamin Tsuntsaye (africana: vidua paradisaea, nativa: saíra sete cores, universal: pássaros silvestres exuberantes e cantores em geral) – desenvoltura e eloqüência, aprendizado, encantamentos.

Quem tem medo?


Quem tem medo de levar susto, sai perdendo rs

Boa tarde!^^

Lirismo Sáfico – O Leito de Intoxicações Púbicas

Já foi postado, mas merece ser de novo.


Aproxima-se pela densa escuridão

Onde dolorosamente despe-se do dia

Como um pulsante sol

Sedutor e perpetuamente vitorioso

Oculto de onde se escondem os que um dia se perderam

Chance de abandono brilhando no mais aterrador labirinto da alma

Tu reges o augúrio tímido

Tu garantes inspiração nobre e repentina

Ah!

Pudera eu te chamar para mais perto

Ó amiga da aurora

Ó companheira da alvorada

Eu rasgo teus véus com a sede de mil bestas campestres

E teço-os com ouro da idade desconhecida do Homem

Rege sobre nossas coroas de violeta

Conduz o desperdício em nossos desejos àquela terra maravilhosa de eterno despertar

Venta sobre nós aquela brisa de violência resplandecente

Rege sobre nossos pés descalços antes que a idade da razão chegue

Apodere-se da fertilidade em nossos castos véus

Tu justificada e atônita

Aquela que primeiro caminhou com patas abomináveis

Na dançante proscrição dos deuses cruéis

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Boneless

Falar do povo sem osso geralmente provoca calafrios
Suas moradas incertas e seus túmulos vazios

Incógnito é o povo sem osso até no paradeiro
Seu rastro confuso e seu camuflar certeiro

Torce, retorce, sorri
E evanesce

Arautos da alegria
Que aos sentidos enobrece

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Divinação simples (Ori)

Três peças de argila, cada uma de um tamanho que se acomode na mão fechada. Em seguida, utilizando qualquer instrumento que não seja de metal, gravar em cada peça um desenho: o de um raio, o de uma serpente, e o de um círculo. Também é preciso uma rocha ou peça de cerâmica na cor azul-claro, que representa o contentamento do Outro Lado, bem como a intenção do Espírito em aproximar-se, congregar, etc. Na imagem os significados.



O procedimento:

Na frente do fetiche, após a saudação de costume, reservar um recipiente com água e pingar três vezes no solo dizendo: Omi tutu, Onã tutu, Tutu laroye, Mojuba Ilé, Mojuba Elegbara, Mojuba Ori, Ori o, Mojuba Gbogbo(Água nova (fresca), Caminho novo, Comunicação nova, Saúdo a Terra, Saúdo o Intercambiador, Saúdo a Consciência, Consciência dê permissão, Saúdo a Todos)

Em seguida dizer três vezes focando as peças de argila: Amon rere fetisilé okan, amon rere fetisilé orun (O bom barro ouve atentamente ao coração, o bom barro ouve atentamente ao além)

Finalizar com: As(h)é, asé, asé (Força (assim seja), força, força)

Em seguida sortear uma peça e interpretar. Em caso de ser sorteada a peça do raio deve-se reformular a questão até vir serpente ou circulo, que fecham a questão positiva ou negativamente. Pode ser utilizado para direcionar esforços e apurar materiais e ações relacionadas a um procedimento. As peças devem ser guardadas junto ao fetiche.

"Sob a linguagem do poeta jaz a chave do tesouro". Nizami

A linguagem do Artista, que mente e revela, resguarda e presenteia, é assim, una, não dual, mas completa.

'Ihy Maut! Ankh-na-Maat.'

"Ele que é iluminado com a mais Brilhante Luz moldará a mais Escura Sombra; Ele que é iluminado com a mais Escura Sombra brilhará com a mais Brilhante Luz."
-A. D. Chumbley-